Parra propõe lei para garantir assistência psicológica a famílias de vítimas de feminicídio

Diante do avanço dos casos de violência contra a mulher no país e das consequências devastadoras do feminicídio, o vereador Edison Parra apresentou na Câmara Municipal de São Caetano do Sul um Projeto de Lei que institui diretrizes para a assistência psicológica e social às famílias de vítimas desse tipo de crime.

A proposta parte de um ponto muitas vezes ignorado: o profundo impacto que o feminicídio causa não apenas na vítima direta, mas também em seus filhos, familiares e toda a rede afetiva atingida pela tragédia.

“O feminicídio não termina com o crime. Ele continua na vida de quem fica. São famílias destruídas, crianças desamparadas e pessoas que precisam de apoio para reconstruir suas vidas”, destaca o vereador.

O Projeto, que está em tramitação na Casa, prevê a criação de diretrizes para que o município ofereça acompanhamento psicológico, social e, quando necessário, suporte médico às famílias das vítimas, com atendimento humanizado e contínuo. A proposta também estabelece prioridade absoluta para crianças e adolescentes afetados, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Dados nacionais apontam que, além das vítimas fatais, milhares de pessoas passam a conviver com traumas psicológicos profundos, dificuldades sociais e impactos duradouros na saúde mental.

Para Parra, a medida também tem caráter preventivo e social. “Quando o poder público acolhe essas famílias, ele não apenas cuida das consequências, mas ajuda a romper ciclos de violência”, afirma.

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