Parra critica uso político de emendas por Thiago Auricchio

Parra critica uso político de emendas por Thiago Auricchio

Matéria publicada originalmente pelo Diário do Grande ABC, em 28 de maio de 2026.

O vereador de São Caetano e pré-candidato a deputado estadual Edison Parra (Podemos) criticou ontem, durante o podcast Política em Cena, do Diário, o que classificou como uso político do envio de emendas parlamentares por parte do deputado estadual Thiago Auricchio (PL), único representante de São Caetano na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Apesar de não citar nominalmente o deputado estadual, filho do ex-prefeito José Auricchio Junior (PSD), Parra defendeu renovação no cenário político da cidade e afirmou ser necessário encerrar o que chamou de “dinastia” da família Auricchio, em referência à permanência do grupo no poder ao longo dos últimos anos em São Caetano.

“Sou muito direto quanto à minha crítica. Quando um prefeito fica oito anos, quatro fora, mais oito e sai com vontade de voltar, é muita vontade de ser prefeito. Aí o filho também se reelege deputado estadual, e a história das emendas serem fartas quando o pai é prefeito e, quando é outro, não virem recursos, qualifico isso como uma dinastia, que tem de ser quebrada”, pontuou.

O vereador afirmou que Thiago Auricchio destinou volume expressivo de recursos para São Caetano em 2023 e 2024, período que coincide com a gestão de seu pai na Prefeitura. No entanto, segundo o podemista, houve redução no envio de verbas em 2025, primeiro ano da administração de Tite Campanella (PL) e, em 2026, nenhum recurso teria sido encaminhado pelo deputado aos cofres municipais.

De acordo com números apresentados por Parra, Thiago teria destinado ao município R$ 37.163.660 no biênio 2023/2024 e nos dois anos seguintes, R$ 6.600.000, entre emendas impositivas e voluntárias.

Questionado se acreditava em boicote, Parra respondeu que o cenário leva a essa dedução. “Não posso afirmar que é boicote. Mas é, no mínimo, estranho. Porque se ele é o deputado da cidade e quando o pai é prefeito manda muito mais recursos do que quando o pai não é prefeito, não sei se é boicote ou descaso.” A entrevista completa está disponível nos canais digitais do Diário.

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